20.6.08

PROFISSÕES I.0 - Medicina

“Tudo que morre, um dia volta.”
- Adolescente número 56 na contagem de morte de Jason Voorhees.

Eu não poderia retornar ao meu lindo e querido blog de maneira melhor. A primeira série deste retorno trata do principal motivo que me fez afastar do blog. PROFISSÕES.

Consegui empregos e minha criatividade foi sugada de modo desumano pelos profissionais que me empregaram.

Não que eu esteja desempregado agora, mas estou vagabundiando.

Vamos lá... me desejem sorte.



E como eu já dizia, todas as grandes histórias da humanidade (menos a bíblia) começam (bem que a bíblia não é uma grande história) com um (ta, ela é grande em número de páginas) nome (bem que as editoras têm lançado bíblia versão pocket, e minimizam a grandeza da história) e o nome dessa vez (péra aí, já volto) (voltei) é Victorsonson.

Vic, como era chamado pelos amigos, trabalhava em um pronto atendimento em um bairro pobre de sua cidade. Seu horário de trabalho era das 2 horas da manhã até as 17 horas. Sim, sim... Vic era um trabalhador esforçado, mas como se formou especializado em “pirotécnica psicodélica capciosa”, era muito requisitado por toda a cidade.

No dia fatídico e filgalgístico 22 de agosto do ano 33665844 no calendário Panguístico (já que azucrinei a bíblia no início, não vou pagar pau pro ano cristão), Vic recebeu uma carta (caralho! Quantos parênteses... mas são necessários. Vic recebeu uma carta pois o PA era muito antigo e sem a estrutura necessária, as pessoas não tinham BIP, Celular, fax, telefone, etc... Então, as chamadas de emergência eram enviadas pelo correio para o próprio PA. QUE DOIDO ISSO, né?) dizendo que uma pessoa há três dias atrás precisava ser socorrida imediatamente. Ela se encontrava na sala de ortopedia/necrotério (sim, o PA em que Vic trabalhava era pequeno e sem recursos. Só para vocês terem uma noção, o forno da cantina também era o incinerador do lixo hospitalar. QUE DOIDO ISSO, né?).

Vic correu feito uma abóbora no asfalto e em menos de 3 segundos estava no ponto de ônibus. Percebeu que não era ali a sala de ortopedia e correu feito uma pessoa normal para o local correto.

Chegando lá se deparou com um senhor de 35 anos, em pé, com a calça cheia de um líquido vermelho/bordô que Vic julgou imediatamente como sendo uma mistura de groselha com corante alimentício.

Indicou ao paciente para que se sentasse e o pobre senhor respondeu que não podia. “Ah mas é óbvio, o senhor se melecaria todo com essa mistura esquisita.” O paciente olhou para o doutor “Doutor, eu enfiei uma calcinha no cu!”.

Vic não acreditava naquilo. Teve um momento de iluminação e disse “Isso na sua calça é sangue!”. O doutor se sentiu bem, mostrou ser um ser inteligente e com capacidade de associar as idéias.

O paciente retrucou “DOUTOR! EU ENFIEI UMA CALCINHA NO CU!”.

“Ah, mas esse paciente fala alto de mais!” pensou Victorsonson. Olhou calmamente para o paciente, que agora exalava um cheiro fétido, retirou a prancheta para iniciar suas anotações e disse “De que cor era a calcinha?”.

Continua...

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